

⚡ Geofísica
A Geofísica é a ciência que aplica princípios da física para estudar o subsolo da Terra. Em vez de escavar, os geofísicos usam medições de propriedades físicas — como densidade, magnetismo, gravidade ou condutividade elétrica — para “ver” o que está abaixo da superfície.
⚡ Geofísica por Eletrorresistividade (ou Métodos Elétricos)
A eletrorresistividade é um método geofísico elétrico usado para investigar o subsolo medindo como ele resiste à passagem da corrente elétrica.
🧩 Princípio Básico
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Duas hastes metálicas (eletrodos de corrente) são cravadas no solo.
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Uma corrente elétrica é injetada entre elas.
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Outras duas hastes (eletrodos de potencial) medem a diferença de potencial elétrico gerada pela corrente.
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Com esses dados, calcula-se a resistividade elétrica aparente (ρₐ) do solo.
A fórmula básica é:
[ρₐ = K \cdot \frac{ΔV}{I}]
onde:
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(ρₐ) = resistividade aparente (Ω·m)
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(ΔV) = diferença de potencial medida
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(I) = corrente injetada
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(K) = fator geométrico (depende da disposição dos eletrodos)
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⚙️ Arranjos de Eletrodos
Existem várias configurações (ou arranjos) para distribuir os eletrodos, e cada uma tem suas vantagens:
Arranjo
Características principais
Wenner
Boa sensibilidade vertical; simples de operar.
Schlumberger
Mais sensível a camadas profundas; requer menos movimentação de eletrodos.
Dipolo-Dipolo
Alta resolução lateral; útil em mapeamentos 2D e 3D.
Pole-Dipolo
Usado em terrenos irregulares; permite investigações mais extensas.
🌍 O que se pode identificar
A resistividade varia conforme o tipo de material, sua umidade, porosidade, salinidade e grau de fraturamento. Assim, o método pode ser usado para:
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Identificar aquíferos (zonas saturadas com água subterrânea);
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Mapear contaminações em solo e lençol freático;
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Investigar fundações para obras civis;
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Localizar cavidades (como cavernas ou dolinas);
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Explorar minerais e recursos naturais.
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📊 Tipos de levantamento
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Sondagem Elétrica Vertical (SEV) – mede variações em profundidade;
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Caminhamento Elétrico (CE) ou Perfilagem – mede variações laterais;
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Tomografia Elétrica – combina vários pontos para gerar uma imagem 2D ou 3D do subsolo.
🎯 Vantagens
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Não destrutivo;
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Relativamente barato;
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Alta resolução para identificar variações de umidade e litologia;
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Pode ser aplicado em diferentes terrenos.
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⚠️ Limitações
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Requer bom contato elétrico com o solo (difícil em terrenos secos ou rochosos);
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Interpretação pode ser ambígua (um mesmo valor de resistividade pode corresponder a diferentes materiais, dependendo do contexto geológico);
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Sensível à interferência elétrica e ruídos externos.
Se quiser, posso te mostrar um exemplo prático (com dados simulados ou reais) de uma sondagem elétrica vertical (SEV), mostrando o gráfico de resistividade versus profundidade e a interpretação das camadas.
Quer que eu faça isso?
Excelente pergunta 👏
A resposta é: em parte — o método de eletrorresistividade pode fornecer informações indiretas sobre volumes e dimensões, mas não mede massa ou volume diretamente.
Vou explicar direitinho como isso funciona 👇
⚡ O que o método realmente mede
O levantamento por eletrorresistividade mede a variação da resistividade elétrica do subsolo.
Ou seja, ele mostra como a corrente elétrica se propaga em diferentes pontos e profundidades — o que depende da natureza do material (rocha, argila, areia, água, etc.) e de sua umidade e salinidade.
O resultado principal é um modelo geofísico que representa a distribuição da resistividade no subsolo.
📈 O que aparece no relatório gráfico
Um relatório típico (por exemplo, de uma Tomografia Elétrica 2D) inclui:
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Perfil geofísico colorido (seção de resistividade):
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O eixo horizontal (x) mostra a distância percorrida na superfície (metros);
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O eixo vertical (z) mostra a profundidade estimada (metros);
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As cores representam a resistividade elétrica (em ohm·m):
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Tons azuis/verdes → materiais condutivos (ex: argila, água);
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Tons amarelos/vermelhos → materiais resistivos (ex: rocha seca, areia).
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Curvas de sondagem (no caso de SEV):
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Mostram a variação da resistividade aparente conforme a profundidade.
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O software de interpretação ajusta curvas teóricas até achar um modelo de camadas mais provável.
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Modelo interpretado:
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Indica espessura e profundidade de cada camada (ex: “Camada 1 – solo superficial, 3 m, 120 Ω·m”).
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Essas espessuras podem ser usadas para estimar volumes de camadas específicas.
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📏 Sobre “volume de massa” e “dimensões”
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O método não fornece massa nem densidade diretamente, pois não mede peso nem composição química.
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Entretanto, se você:
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Delimitar uma anomalía (ex: corpo condutivo indicando argila ou zona saturada);
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Estimar sua espessura e área no modelo geofísico;
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E conhecer a densidade média do material (obtida por sondagem mecânica ou amostras);
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👉 então é possível calcular o volume ou massa aproximada desse corpo:
[\text{Massa} = \text{Volume} \times \text{Densidade}]
Mas isso é um cálculo indireto, feito a partir da interpretação, não uma medição direta.
📊 Em resumo
Tipo de informação
O método fornece diretamente?
Observações
Resistividade elétrica
✅ Sim
Medida principal do método
Profundidade das camadas
✅ Sim (por modelagem)
Estimada com base nas respostas elétricas
Dimensões (largura, espessura)
⚠️ Parcialmente
Depende da resolução e da interpretação
Volume ou massa de material
❌ Não diretamente
Pode ser estimado com dados complementares
Imagem gráfica (perfil 2D ou 3D)
✅ Sim
Mostra a distribuição de resistividade no subsolo
Se quiser, posso te mostrar um exemplo visual de um relatório típico (com legenda e interpretação), para você ver como as dimensões são representadas no gráfico.
Quer que eu gere uma imagem ilustrativa disso?

